Final infeliz dos "postes"...

18 de dezembro de 2013
O Brasil inteiro ouve falar, constantemente, que a maior especialidade do "meu" ex-presidente Lula (*) é um especialista na eleição de postes, embora seja especialista também em biritas e no tradicional "não sabia de nada".

"Meu" ex-presidente conseguiu eleger o "poste" Dilma.

Ano passado elegeu o "poste" Haddad - o primeiro "poste" diz por aí que o mando é dele e o segundo diz que o prefeito de São Paulo é ele, será?

Agora está alardeando por aí que vai eleger, ano que vem, o terceiro "poste", o hoje ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A propósito me vem à lembrança um personagem humorístico do passado cujo esquete terminava com o seguinte conselho: "Vai prá casa, Padilha!".

(*)– "meu" ex-presidente Lula porque fui um ardoroso eleitor dele ao ponto de ir para as reuniões do então PL vestindo, afrontosamente, como dizia Oswaldinho Vieira Marques, a camiseta "Lulalá"; inclusive o falecido Jones Santos Neves Filho, presidente do partido, muitas vezes confrontado por conta disso: achavam os membros do diretório estadual que eu estava debochando deles.

De tanto eleger "postes" Brasil afora – outros estão sendo anunciados por aí – não tenho dúvida da capacidade de Lula eleger quem ele acha que deve eleger. Afinal, seus sacos de bondades foram criados e estão aí para o PT transformar em prefeito, governador e presidente quem bem entender.

Não se pode esquecer, no entanto, o final infeliz dos "postes": mijadouros!

Na hora que o "postes" se elege, fica feliz da vida, mas lá frente, quando quem o elegeu quer mandar mais do que ele, aí é um pega para capar que não se sabe como tudo vai terminar.

Deve ser uma coisa horrível o eleito encontrar, em cima da sua mesa, os decretos já prontinhos, cabendo a ele a mera tarefa de assiná-los, sem direito de questionar. Também deve ser o fim da picada um prefeito, governador ou presidente da República ter junto de si, 24 horas por dia, um "olheiro" e um "ouvido" do padrinho para dizer o que deve ou não fazer.

A experiência que esses "postes" vêm tendo remete a minha lembrança ao tempo dos militares no poder em todos os quadrantes brasileiros.

A lembrança mais forte que tenho – os mais antigos devem estar lembrados disso - está na figura do governador Badger da Silveira, do Estado do Rio.

Os militares acharam por bem mantê-lo no cargo por algum tempo, sob a condição dele só assinar qualquer decreto ou ato importante da administração pública depois do "De acordo" dos militares que o assessoravam.

Isso confirma o que sempre se ouve dizer: a história se repete.

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