Alencar Garcia de Freitas: Novos abrigos e pontos de ônibus

31 de julho de 2014

Vejo a notícia da construção de novos abrigos e pontos de ônibus e, mesmo sem muita crença que seja para já, fico entusiasmado com o projeto, torcendo para que tudo dê certo logo e não seja apenas mais um factóide em ano eleitoral.

Quem se obriga a procurar um abrigo ou um ponto de ônibus, diariamente, para pegar a condução que o leva ao trabalho ou dele para casa, sabe que esse exercício tem sido uma verdadeira via dolorosa, principalmente em tempo de calor escaldante, frio , vento sul ou chuva!

Eu “me dou ao luxo” de enfrentar isso de segunda a sexta-feira e sei como essa via é tremendamente dolorosa, sem contar o constante atraso dos ônibus; estes, nem sempre cumprem os horários previstos.

Acho até que as autoridades de governo e os empresários de ônibus deveriam fazer, de vez em quando, um teste procurando um abrigo ou um ponto de ônibus para que possam sentir na pele o que a maioria dos usuários de tais serviços sente no dia a dia, porque, quem sabe, assim dariam uma agilizada para cumprir a promessa de novos abrigos e pontos de ônibus.

Os abrigos – pouquíssimos, por sinal – e os pontos de ônibus existentes nos municípios da Grande Vitória, são um deboche, uma vergonha!

No caso dos abrigos, de abrigo mesmo não tem nada; principalmente quando chove, porque o cidadão se molha de todo jeito, considerando que a cobertura quase sempre tem goteiras para todos os lados – água por cima e pelos lados - não dispõe de bancos com assentos; se é apenas ponto de ônibus, como é a maioria absoluta dos casos, a situação é ainda mais grave, porque além de deixar os passageiros expostos ao sol ou à chuva o tempo todo, estes ainda enfrentam o sério problema da má vontade ou mau-humor dos motoristas que, às vezes, passam direto e deixam os cidadãos de cara para cima.

O transporte de passageiros no Brasil via ônibus é considerado dos piores do mundo; são poucas exceções de melhor atendimento nesse quesito; pode-se dizer que uma dessas exceções que registrei, anos atrás, foi em Curitiba, capital paranaense, cujos abrigos – verdadeiros abrigos e não simulacros de abrigo – são muito bem cobertos, dispõem de assentos razoavelmente confortáveis e proteção lateral (não sei se ainda hoje são assim...).

Foi o melhor exemplo que encontrei, lá atrás, quando das minhas andanças por capitais brasileiras.

Tomara que os tais abrigos e também pontos de ônibus melhor localizados e bem sinalizados venham logo e, de preferência, antes das eleições de outubro deste ano; afinal, é antes de chegar lá que vêm as mais mirabolantes promessas.
Muito bem-vindos novos abrigos e pontos de ônibus!

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